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sexta-feira, 12 de março de 2010

Está virando piada


A manifestação (imagem agência Foton) organizada ontem em Campos pela prefeita, Rosinha Garotinho, que fechou a rodovia BR-101 por algumas horas, em protesto à aprovação da emenda dos deputados Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) e Humberto Souto (PPS-MG), mudando o critério de partilhas dos roaylties, deixa algumas conclusões:

1 - O povo está ingnorando completamente essa briga pelos royalties do petróleo. Apenas 500 pessoas, a maior parte funcionárias da máquina administrativa, compareceram ao ato.

2 - As propostas loucas que derivam deste ambiente de baderna está servindo para desmoralizar um movimento que deveria ter um cunho de seriedade. Uma das propostas mais loucas que se ouvia ontem nas emissoras de rádio, era a de se criar uma república separatista no eixo entre Rio de Janeiro e Espírito Santo. Isso prova que Kafka e Dias Gomes não sabiam de nada.

3 - No palanque de Rosinha está faltando Odorico Paraguaçu.

4 - Do jeito que as coisas caminham, o movimento em defesa dos royalties está começando a virar uma grande piada. Os prefeitos mais sensatos precisam tomar as rédas para evitar essas derivações alucinadas.

5 - As mobilizações precisam continuar. Os prefeitos Riverton Mussi, de Macaé, e Carla Machado, de São João da Barra, são as figuras mais apropriadas para falar em nome dos municípios da Bacia de Campos. A figura de Rosinha só atrapalha.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Desperdício é um prato cheio

Grandes empreiteiros e fornecedores são os maiores beneficiários dos royalties do petróleo. Alguns tiveram uma ascensão social e financeira meteórica, na mesma proporção em que cresceram os orçamentos de algumas prefeituras da Bacia de Campos.

Casarões vistosos, criação de gados de raça e búfalos são os porta-estandartes da opulência desta elite financeira que se constituiu graças aos recursos generosos obtidos por meio de processos licitatórios questionáveis, que já veio à luz em reportagens da própria Folha da Manhã. São os novos ricos e grandes financistas de campanhas eleitorais.

A ordem de grandeza dos recursos drenados para bolso desta elite gira na esfera de milhões, com pagamentos realizados sem muitos entraves, enquanto que para obter um medicamento em farmácia básica, o cidadão comum é levado a esmolar em filas de espera.

Esta contradição faz com que o contribuinte veja a distância entre morar numa cidade produtora de petróleo e ser um beneficiário direto do pagamento dos royalties. Com mais de R$ 600 milhões atualmente destinados ao pagamento de empresas terceirizadas, todas de fora, a cidade de Campos atingiu uma condição peculiar: se esta emenda estúpida do deputado Ibsen Pinheiro, que cria um novo modelo de partilha dos royalties, for aprovada no Congresso, os maiores prejudicados serão, justamente, as empresas terceirizadas e empreiteiras, sugadores de recursos públicos e não o povo, que está alijado do banquete. O quadro deveria ser o inverso.

A situação exige uma fiscalização mais intensa sobre os gastos desta fonte de arrecadação. Por isso, assim como urge uma união para preservar o direito legítimo das cidades localizadas nas zonas produtoras de petróleo, faz-se necessário um movimento que imponha maior transparência no gasto desses recursos.

O desperdício é o álibi que alimenta uma campanha contra a compensação dos municípios e estados produtores. E verdade seja dita: alguns gestores deram um prato cheio aos críticos.

*Artigo deste blogueiro publicado na edição desta quinta-feira da Folha da Manhã

Clique
www.fmanha.com.br e acesse o portal da Folha

terça-feira, 9 de março de 2010

Réu confesso

A vida de jornalista de interior é dura. Na pequena Varre-Sai, no Noroeste Fluminense, o repórter Manoel Reis, deparou-se com o prefeito da cidade, Everardo Oliveira Ferreira (PP), possesso em sua porta.

O prefeito reagia a publicação de uma reportagem no jornal Tribuna sobre compra de votos e uso de notas fiscais frias na prefeitura.

O clima foi tenso. O prefeito ameaçou bater no jornalista, usou todo tipo de coação, portando-se como um verdadeiro dono da cidade.

No calor da discussão, assumiu que pagou por reportagens no jornal durante a campanha. Tornou-se réu confesso, porque isso configura crime eleitoral. Tudo isso está gravado em vídeos postado no Youtube. Confira:

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Carnaval com transparência zero

Em Campos, o que está pegando fogo é a fatura do pré-carnaval de Rosinha Garotinho. Ninguém consegue explicar o destino do dinheiro liberado para os organizadores da festa. A banda Carmem Miranda, evento tradicional que abre os festejos, recebeu apenas R$ 1000. O custo da festa foi de R$ 16 mil.

O pagamento foi realizado pelo presidente da Associação das Escolas de Samba (AESC), Ariel Chácar, o homem que anda cheio do dinheiro. O interessante é que o dinheiro saiu por meio do bloco Tradição Alvianil. Diante desta baldeação financeira, cabe uma pergunta: por que cargas d'água o dinheiro foi parar no bolso de Ariel?

O responsável pela Banda Carmem Miranda, Flávio Azulão, está no prejuízo, sendo pressionado pelos credores. Está expressamente proibido de abrir o bico.

E para os desfiles das Escolas de Samba, que novamente irão acontecer na páscoa, a prefeitura deve liberar o dinheiro por meio da Mocidade Louca, Escola do grupo especial. Esta ou o próprio Ariel, fará o repasse para as demais agremiações.

Carnaval de Campos, que consome uma lasquinha dos royalties do petróleo e tem transparência zero, é um prato cheio para uma CPI.

É uma brincadeira que consome mais de R$ 500 mil do contribuinte.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Lealdade de Timóteo tem preço

O cantor Agnaldo Timóteo (PR) entende muito de traição. Traiu o ex-governador Leonel Brizola, que o elegeu como deputado mais votado do Brasil na eleição de 1982. Em Brasília, no seu primeiro discurso chamou por "mamãe!".

Agora Timóteo enviou e-amail a prefeita de São João da Barra, Carla Machado (PMDB), no Norte Fluminense, dando lições de fidelidade partidária e condenando a opção pelo apoio a reeleição de Sérgio Cabral. Esta opção, o cantor define como traição a Garotinho.

Mas este surto de lealdade canina tem lá suas razões: no verão deste ano Timóteo foi contratado pela prefeitura de Campos, governada por Rosinha Garotinho, para cantar na praia Farol de São Tomé. Ficou feliz da vida e mais leal de que nunca.

domingo, 7 de março de 2010

Inferno astral

Depois de ter os bens bloqueados pela Justiça por suspeitas de desvio de recursos do Estado, o casal Garotinho agora se vê diante de outro grande problema: Rioprevidência.

É o que mostra a reportagem assinada por Elvira Lobato e publicada na edição deste domingo do jornal Folha de São Paulo.

Clique no link abaixo e leia reportagem completa
http://www.clipnaweb.com.br/govrio/consulta/materia.asp?mat=117939&cliente=govrio

quinta-feira, 4 de março de 2010

Direto do Blog

A emenda constitucional de autoria do deputado Ibsen Pinheiro (PMDB-RS), que propõe mudanças na lei dos royalties, exaltou os ânimos nos municípios da Bacia de Campos nesta quinta-feira. Os prefeitos e vereadores colocaram seus blocos nas ruas para protestar.

Em Macaé, a exaltação máxima ficou por conta do vereador Chico Machado (PR). Em entrevista a TV Litoral (canal por assinatura), ele chamou o deputado gaúcho de “corrupto e quadrilheiro”.

Disse também que o petróleo é uma dádiva de Deus: “Não foi Lula, não foi deputado, não foi ninguém que nos deu petróleo. Foi Deus e ninguém vai tirar”, assegurou.

Só para lembrar: a emenda constitucional prevê mudanças nos critérios de distribuição do royalties, indenização que os municípios recebem por conta da exploração de petróleo em seus territórios. Por enquanto, não tramita nenhum projeto ou emenda constitucional querendo transferir os poços de petróleo.

Plano B

Já circula entre os prefeitos da Bacia de Campos a proposta de um plano B para o caso da emenda de Ibsen Pinheiro passar de braçada no Congresso.

Os prefeitos acenam com a possibilidade de aumentar o ISS e Taxas cobradas sobre empresas que atuam na cadeia produtiva de petróleo. Eles também pretendem sugerir ao governador Sérgio Cabral Filho que aumente a alíquota de ICMS sobre o setor, para diminuir o impacto negativo no orçamento da região.

Essas medidas representariam aumento de custo sobre esta atividade, refletindo no preço final dos combustíveis.

Má notícia

A notícia sobre o bloqueio dos bens do casal Garotinho caiu como uma ducha fria sobre a prefeita Rosinha. Ela estava participando da manifestação dos royalties, quando uma mensageira falastrona chegou contando a desgraça.

Esse negócio de Ong, verbas públicas e financiamento de campanha ninguém sabe como vai terminar. Em Campos Rosinha terceirizou a maior parte das atividades da prefeitura. O volume de recursos ultrapassam os R$ 600 milhões anuais.

Espinho

Bom humor não é o forte de Rosinha, só que nos últimos dias ela tem andado muito ácida. Durante a reuniuão do governador Sérgio Cabral com a bancada de deputados do Rio e prefeitos do Norte Fluminense, no Palácio Guanabara, Rosinha estava mais para uma rosa cheia de espinhos.

Chegou perguntado o que o deputado Arnaldo Vianna (PDT), seu adversário em Campos, estava fazendo no Palácio do governador. Levou uma enquadrada de Cabral, que saiu em defesa do aliado. Ela reagiu ficando o tempo inteiro de bico virado.